janeiro 31, 2012 Off

O REBAIXAMENTO DO OUTRO

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O que podemos pensar quando percebemos que em nosso país formadores de opinião se comportam do modo mais leniente, com justificativas intelectuais das mais elaboradas, frente a toda uma gama de atitudes dos sujeitos que parecem significar que perderam, ou mais provavelmente talvez nunca tenham tido, qualquer apreço pelo outro no que tange ao seu estatuto de humanidade, do valor de sua diferença nos encontros que o imprevisível da vida promove. Pergunto como fomos chegando a esse ponto da maneira mais desavisada e mais cândida? O que podemos esperar quando o outro, enquanto partícipe fundamental do estar no mundo dos sujeitos humanos vai sendo sempre mais posto em uma posição absolutamente desqualificada enquanto produtor de desafios ao sujeito, desafio posto pela diferença que nosso narcisismo sempre tenta contornar tornando esse outro familiar. Read the rest of this entry »

janeiro 31, 2012 Off

O OUTRO E O DESAMPARO CONTEMPORÂNEO

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A cultura contemporânea apresenta traços marcantes e preocupantes no que diz respeito à presença e importância do outro na experiência do sujeito. Tenho me referido a tal fenômeno como o rebaixamento do valor do que uma relação com o outro possui, em termos das possibilidades que oferece a quem a ela se propõe no que tange ao repetir e ultrapassar fantasmas e impasses emocionais que nos habitam.

Parece, no entanto, que se propor a ela está cada vez mais complicado. O que está acontecendo, nos acontecendo?… Read the rest of this entry »

janeiro 31, 2012 Off

O OCASO DO BEM COMUM

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Parece que estamos vivendo o ocaso da idéia de bem comum que sempre definiu, desde a antiguidade, a prática política na polis grega. A idéia de bem comum presumia que os assuntos humanos a todos concernentes fossem tratados desde uma perspectiva de futuro que garantisse a preservação do que naquela civilização fosse apreciado como o que de melhor devesse continuar existindo na história. Read the rest of this entry »

janeiro 31, 2012 Off

O DESEJO E NOSSO SOFRER

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Em psicanálise o desejo ocupa um lugar absolutamente fundamental na teoria e na clínica. Ocupa tal lugar na medida em que aparece como um conceito central na busca de compreensão de todo o campo de sintomas do sujeito humano. O que o desejo pode nos esclarecer sobre os padecimentos sintomáticos de cada um de nós? Read the rest of this entry »

janeiro 31, 2012 Off

O DEMÔNIO DO MEIO-DIA OU UM OUTRO AMANHECER?

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AO PSICANALISTA RENATO MEZAN, POR TUDO…

A depressão vem se constituindo, há alguns anos, em preocupação importante na experiência clinica psicanalítica e de outros profissionais ligados ao campo da saúde mental. Parece-me importante nos perguntarmos sobre o que passou historicamente a constituir o fundamento dessa preocupação, em relação ao que percebemos concomitantemente ocorrendo na cultura contemporânea.

Sigmund Freud, fundador da psicanálise, em seu texto “Luto e Melancolia”, buscando especificar as condições psíquicas da depressão, aponta a relação com a perda, presente também no luto. No que ele acreditava residir a diferença entre o luto e a melancolia, hoje denominada depressão? Read the rest of this entry »

janeiro 31, 2012 Off

O CELEBRAR DA PAIXÃO

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Se pudéssemos imaginar o que viria depois da paixão, como poderíamos viver o que ela nos pede? Há sem dúvida uma espécie de convocação e celebração em todo apaixonar-se. A paixão nos chama, chama com a força dada pela condição humana do inconsciente, inconsciente que marca nossa posição “de passagem”, de um por vir, marcando com isso nossa incompletude, nosso estar em jogo, que tememos no nome maior do temor que é a neurose. O temor é a argamassa do neurótico, medo do jogo que a vida pode ser, do “trânsito” do viver, da imprevisibilidade de onde podemos estar algum momento. Read the rest of this entry »

janeiro 27, 2012 Off

TRABALHO E SUCESSO

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Em nossos tempos uma curiosa mudança vem se operando. Trata-se da relação entre o trabalho e o sucesso que me parece importante investigar, na medida em que uma certa desconexão contemporânea entre os termos  não deixa de nos causar perplexidade.

Desde a revolução francesa e norte-americana, para marcarmos o tempo de uma virada histórica que irá imprimir uma relação entre trabalho e sucesso absolutamente original, qual seja, a idéia de que o trabalho e o mérito irão definir o sujeito da modernidade, passando a ser considerado como um dos pilares constitutivos de sua identidade narcísica, algo bastante diferenciado da ética anterior que o via como algo destinado ao sujeito pelos azares de seu destino, na medida em que não fazia parte de uma nobreza aristocrática, o que o lançava inevitavelmente na “tortura” de ter que trabalhar. Read the rest of this entry »

janeiro 27, 2012 Off

SOBRE ELITES E TROPAS

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É certamente muito intrigante o campo de ressonância que o filme Tropa de Elite, em cartaz atualmente, parece ter tido sobre os espectadores. Aqui, sem querer de maneira alguma totalizar o conjunto possível dessas ressonâncias, busco poder dizer algo sobre o que poderia ter tido alguns desses efeitos, melhor talvez chamarmos impacto, que o filme teve sobre a platéia. Read the rest of this entry »

janeiro 27, 2012 Off

SOBRE A TAL FELICIDADE…

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Estamos em um ambiente e em um momento cultural em que precisamos nos perguntar a respeito dos ideais de felicidade que hoje norteiam nossas buscas no mundo. Qual é hoje o papel do outro no que tange à busca da felicidade? Qual a imagem contemporânea sobre o que é a felicidade? Em torno de que as pessoas acreditam que deva estar o caminho para ela? Enfim, pelo que necessariamente a busca da felicidade passa aos olhos do sujeito? Read the rest of this entry »

janeiro 27, 2012 Off

SERVIDÃO VOLUNTÁRIA

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Quando nos detemos sobre o comportamento humano não nos deixa de impressionar nossa incrível capacidade, se é que podemos chamar assim, de adesividade a qualquer coisa que se aparente a um grande Outro onde possamos encontrar um lugar, uma pertinência. Onde possamos ser, por assim dizer, parte de alguma coisa, coisa essa que possa nos acenar com a possibilidade de nos oferecer um referencial identificatório. Read the rest of this entry »