janeiro 31, 2012 Off

NEUROSES DE DOMINGO

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Sandor Férenczi, colaborador de primeira hora do fundador da psicanálise Sigmund Freud, falecido em 1933, em um de seus artigos já nos alertava para o que sentia como uma espécie de neurose de domingo. Em outras palavras, bem antes da fatídica vinheta do programa global Fantástico, outros sentiram em algum lugar desse planeta algo de uma melancolia, uma sensação de acabou que todo domingo parece nos transmitir… Read the rest of this entry »

janeiro 31, 2012 Off

ISABELLA, A-DEUS

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Em um primeiro momento, quando tomei conhecimento do crime cometido contra Isabella Nardoni, em São Paulo, me perguntei o que faz com que alguém possa jogar uma criança de cinco anos do sexto andar de um prédio de apartamentos. O que está envolvido nessa situação? Em que um psicanalista possa colaborar para pensarmos sobre isso? Read the rest of this entry »

janeiro 31, 2012 Off

HÁ O INCONSCIENTE

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Qual a importância do apontamento feito pela psicanálise a respeito da existência do inconsciente? No que a formulação do inconsciente por Sigmund Freud teve tamanha importância cultural, a ponto de grande parte das melhores mentes do século vinte ter sido profundamente influenciada pela psicanálise, e isso não somente entre aqueles que viriam a se tornar analistas, mas principalmente nas artes, literatura, pintura, filosofia, entre outras afeitas ao, de alguma forma, dizer sobre o humano. Read the rest of this entry »

janeiro 31, 2012 Off

FRAGMENTOS DO TEMPO

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Que fragmentos de tempos nos passam à mente quando nos encontramos com quem não podemos ter algo além de uma cortante sensação de nostalgia, onde nessa presença temos um profundo pesar…

De quantas muitas mortes somos os sobreviventes, de quantos tempos somos as testemunhas, de quantos esquecimentos somos os únicos a lembrar? Nossa vida enquanto tributo a um passado que não podemos lembrar. Lembramos de tudo que não nos coloque a estranheza de nossa história, no que ela nos atinge para além do que podemos contar; resultados que somos de uma história que nos paralisa no ponto mesmo onde em nós se realiza, onde não mais podemos dizer com tediosa familiaridade, vivendo e morrendo de certezas que irão algum dia nos afogar, fazendo com que as descrições que acreditamos sejam as últimas possíveis, ditos que nos esgotam. Read the rest of this entry »

janeiro 31, 2012 Off

ERA MEU TIO!…

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Era meu tio! Com que espanto descobri que o sujeito em um sonho antigo era meu tio. No sonho, ele estava vestido de palhaço na praça da cidade onde nasci oferecendo brinquedos para as crianças que o cercavam e fiquei, como se dizia, encabulado em me aproximar. O palhaço cativava mas no entanto não se mostrava, coberto com traje todo branco, com mangas que pareciam menores que seus braços. A idéia mesma de que se tratava de um palhaço era minha, na medida em que nada na vestimenta do personagem de meu sonho afiançava isso. Que palhaço é esse, me perguntava enquanto me aproximava. Tomo coragem de me aproximar e então um estranho jogo de adivinha tem início, quando o palhaço pergunta algo como: se eu tenho isso assim, então quem sou eu? Para mim a esperança de uma adivinhação encontrava sentido na falta de uma vestimenta que o cobrisse de todo. O braço descoberto de meu tio, não sei por que, como em todo sonho, me faz adivinhar que é ele! Fica sempre a impressão de como foi que adivinhei naquele instante em que disse a mim mesmo: É meu tio! Como ele apareceu aí? Read the rest of this entry »

janeiro 31, 2012 Off

SE APENAS POR UM INSTANTE…

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-Pudéssemos imaginar que somos seres de mistério, sempre convidados à tarefa de percorrer o campo de nossos enigmas. Que nesse caminho concebêssemos a possibilidade de que podemos ser mais do que pensamos ser, e nessa experiência de ser reconhecêssemos o outro como condição fundante de nossa subjetividade. Read the rest of this entry »

janeiro 31, 2012 Off

RÉQUIEM A UM PAÍS

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Talvez possamos começar a imaginar um réquiem a um país quando, dentre outras mazelas políticas, sociais e institucionais, temos quase diariamente várias cenas que compõem um espetáculo sombrio. Dessa forma, podemos nos perguntar o que fazer quando diante de nossos olhos desfilam enredos da miséria e da pura negligência bem brasileira que, não fosse nossa inacreditável capacidade de banalização, deveria nos levar a nos questionar se ainda somos capazes e realmente somos nós que pensamos e atuamos no sentido de construir uma nação, se é que a própria idéia de construir algo por aqui já não tenha se tornada ociosa. Read the rest of this entry »

janeiro 31, 2012 Off

PASSADO E MEMÓRIA

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Temos em nosso senso comum uma concepção linear do tempo e do passado enquanto conjunto de fatos da vida que já se foram. Certamente isso é verdade, conquanto que tenhamos em mente de que se trata de uma convenção tácita entre os homens de que sabemos onde está o passado, que podemos de alguma forma traçar sua fronteira em relação ao presente e ao futuro. Parece-nos de fundamental importância ter, em nossa relação com o tempo, o sentido e a certeza de que estamos agora no presente. No entanto, na dinâmica de nosso psiquismo, as fronteiras não são nítidas dessa forma… Read the rest of this entry »

janeiro 31, 2012 Off

PACTOS DESTRUTIVOS

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O filósofo J.J.Rousseau nos propôs a idéia de que o homem se vincula a outro homem e com a sociedade na crença de um bem comum, algo que possa lhes unir em torno de um pacto social tácito em que cada um ficaria melhor se obedecesse às regras desse pacto comum, no qual todos se beneficiariam de uma união onde todos trabalhariam pelo bem comum, acredittando que uma garanttia geral lhes seja oferecida quando todos supostamente fazem sua “parte” no contexto de um corpo geral, onde cada um seria parte de uma espécie de uma máquina azeitada distribuindo seus efeitos a todos os “membros’”… Read the rest of this entry »

janeiro 31, 2012 Off

OS NORMOPATAS E SUA BUSCA

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Podemos definir a normopatia como o desejo contemporâneo de alcançar a tão almejada…normalidade?! Normalidade? Pensemos um pouco sobre isso. Do que trata a concepção hodierna sobre o que é o ser humano normal? Por que esse desejo e o que depreendemos da cultura atual a partir desse dado? Read the rest of this entry »