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February 3rd, 2011  |  Published in Uncategorized

Clínica Social na Folha de São Paulo

A iniciativa de divulgação da psicanálise iniciada há mais de 10 anos por Luis Henrique Milan Novaes (coordenador do Núcleo Tavola) foi singelamente citada no especial sobre a psicanálise da Folha de São Paulo (27/9/2011). Ao lado de grandes instituições, o Tavola figura como uma das poucas a oferecer serviço de psicanálise a custos mais baixos (Clínica Social) e a única nos interior de São Paulo.

Parabéns aos professores e alunos que tornam o Tavola uma instituição aberta e sensível às questões modernas da formação e prática psicanalítica. Veja a matéria completa aqui

Bem pensado!

“Porque [os psicanalistas] se tornaram reacionários, cometeram erros monumentais, não se ocuparam do social, não trataram de política, tornaram-se conservadores. Mas não conservadores como Freud, um conservador esclarecido. Transformaram-se em psicoterapeutas, antes desprezados por eles. Não se vai nem pedir que os psicanalistas sejam subversivos. Confundiram a neutralidade na cura com a neutralidade política. Eles não pensam mais os problemas da sociedade; e, quando o fazem, é com interpretações psicanalíticas absolutamente incoerentes.
Enganaram-se de debate com os defensores da ciência, pois, em vez de debater os problemas de sociedade, debateram com os comportamentalistas. Essa é a tendência americana. A metade dos psicanalistas americanos é de comportamentalistas. Foram eles que fizeram o DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais).
Os psicanalistas se transformaram em terapeutas comportamentalistas. E pensam que isso é ciência. Não estão mais imbuídos da força emancipadora do início, reforçada por Lacan, e da qual ainda temos vestígios na França, onde nos mobilizamos contra o comportamentalismo mais do que em qualquer parte.”

Elisabeth Roudinesco (Folha de São Paulo, 6/5/2006)

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